“Já é!”
Entrei e ele ligou a música, o lugar nunca chegava e
permanecíamos em silêncio, até que decidir falar.
“Seus pais não vão a festa?”
“Eles não gostam e minha mãe
gosta de ti, aí pediu pra eu te chamar.”
“Então tu me chamou, porque
ela pediu?”- ri.
“Também, já ia te chamar,
mas usei isso como mais um pretexto!”- riu.
“Ata, entendi. E de quem é a
festa?”
“Da minha prima. Só pra
avisar que a Veridiana vai estar lá.”
“E qual o problema?”
“Ela vai dar piti.”
“Por que?”
“Porque a gente tá junto.”
“A gente não tá junto,
Pietro.”- ri.
“Nós estamos indo na festa
juntos.”- riu e explicou.
“Tudo bem, Pietro.”
“Nós chegamos!”-disse
estacionando o carro.
“Até que enfim, porque não
tava aguentando mais o teu fedor.”
“Nossa, como você é
engraçada.”- desceu e abriu a porta para mim.
“Que cavaleiro, meu
Deus!”-ri.
“Sou demais, loirinha.”-
deu-me um beijo no rosto e depois deu-me a mão para irmos até a porta.
Fomos até a porta e ao entramos. Ao chegarmos perto da
prima dele a primeira pessoa que vi foi a Veridiana, que já veio andando até o
Pietro, antes que ela chegasse ele disse meu nome correndo para prima dele.
“Prazer, Julia”
“Idem. Tu é a nova vizinha
do Etro né?”
“Sim!”- ri.
Ela já ia perguntar-me outra coisa, mas fomos
interrompidas pela voz grave da Veridiana.
“Ei Etro, tava te esperando
para tirarmos um foto!”
“Sai pra lá, Veridiana.”
“Ai Etro, para com isso. Nós
já estamos separados por muito tempo, tá na hora de voltarmos!”
“Sai Veridiana, some logo,
não te aguento mais. Nós não vamos voltar, entendeu?”- ele se estressou com ela
e saiu me puxando pelo pulso.
Ele pegou um copo de água, tomou correndo e quando ela se
afastou da de sua prima ele voltou para tirar uma foto com ela e carregou-me
junto. Nós tiramos a foto e a Veridiana já veio pra cima dele de novo.
“Vai Etro, olha pra
mim!”-puxou o rosto dele.
“Não fode Veridiana!”- tirou
a mão dela.
“Para amor, tu sabe que a
gente vai estar junto pra sempre.”
“Não estamos não, Veridiana.
E sabe o por que?”
“Por que?”- ela colocou as
mãos em volta do pescoço dele que apertou o meu braço me segurando.
“Porque eu estou namorando,
com outra pessoa.”
“Com quem, Etro?”- ela se
aproximou mais dele.
“Com a Ma!”- eu o olhei
confusa e ela soltou o pescoço dele direcionando o olhar pra mim.
“Com ela?”
“É sim, não é Ma?”- puxou-me
pela cintura.
“Aham.”- concordei meio sem
o que dizer.
“Eu duvido, só isso.”
“Não duvide Veridiana.”
“Para Etro, como você ia
esquecer as noites que nós passamos juntos.”- eu revirei os olhos de nojo.
“Já foram Veridiana, não
insiste, tu está incomodando minha namorada, não é não amor?”- ele deu-me um
selinho.
“Tenho certeza que está
incomodando a nós dois.”
“Sabe aquele ditado de
brasileiro: Os incomodados que se retirem? Pois então gata.”- ela riu.
“Não seja por isso, linda.”-
puxei o Pietro pela mão e saímos andando para o outro canto.
Quando nos encostamo-nos ao
balcão ele começou a rir, colocou seu corpo ao meu, me pressionando contra o
balcão e disse baixinho com os lábios colados aos meus.
“Atuou bem em loira? Mas só
no final!”- riu.
“Sai fora, Etro!”- ri.
“Não, nem pense loira.”
“Etro? Que porra é
essa?”-ri.
“Minha prima que inventou
isso, mas ela insiste em ficar me chamando assim também.”- se desgrudou de mim
nervoso.
“Quanto tempo vocês namoraram?”-
perguntei e ele parecia ficar cada vez mais nervoso.
“4 anos, podemos mudar de
assunto Marinne?”
“Tá, posso fazer a ultima
pergunta?”
“Diz logo.”
“Por que separarem?”
“Porque eu não queria ficar
com ela, até porque os 4 anos foi pura merda, aquilo de ela é a mais popular da
escola então tu que é o jogador principal do time tem que namorar com ela!
Sabe, aquilo de filme? Então esses 4 anos foi puro isso, ela é um nojo, tu
viu.”