~Zaragoza, 19:20 da noite.
Coloquei uma bermuda de lycra alaranjado fluorescente,
uma um top branco da nike, coloquei um tênis flúor da Nike tbm alaranjado,
prendi o cabelo, peguei uma garrafinha de água, dinheiro, documentos e uma
toalhinha. Desci as escadas ouvindo música pra evitar escutar as babaquices do
Pietro, quando abri o portão percebi que ele estava falando alguma coisa, mas
nem me preocupei em tirar fone, até que
ele mesmo puxou o fone e disse.
“-O princesinha, borá então?
u-u”
“-Af, borá o marretinho!”
“-Tá achando que vamos a pé
né?”
“-E se fossemos não tinha
problema!”
“-Aiai,
se acha a tal, meu Deus!”
“-Af, garoto, vamos logo
então!”
“-O carro tá ali,- apontou
pro outro lado da rua-precisa de dar a mãozinha pra atravessar?”-riu
“- AAAAA, claro! Acho melhor
me carregar no colo, tem menos perigo!”- disse sarcástica.
“-O seu desejo é uma ordem,
princesinha!”-me pegou no colo.
“-Me larrrrrrrrrrrrrrrga,
Pietro! Tipo agora.”- disse dando tapas nele.
“-Pronto, chega de
agressividade, já chegamos!”-disse rindo.
“-Que idiota, af!”
“-Calma! Eu ainda tenho que
abrir a porta, porque tu é um lady né princesa?”- riu mais ainda.
“-Que escroto você,
garoto!”-fiz cara de nojo.
“-Brigado pelo elogio!”- riu
e abriu a porta.
Eu
entrei sem dar nenhuma palavra para a idiotice dele, af. Ele continuou rindo,
eu olhei-o e sim tinha que reparar em seu sorriso, dentes perfeitos e brancos,
o desencontro entre seus lábios formavam covinhas, pequenas, mas perceptíveis e
seus olhos se encolhiam ao sorrir o que os deixavam mais verdes do que eram
normalmente. Sorri, mas não deixei que ele percebesse, ele apenas olhou,
balançando a cabeça e se ligou no volante.
Demorou
um pouco, mas chegou até a tal academia. Ele estacionou o carro e antes que ele
começasse com aquela gracinha de abrir a porta eu já saí, ele riu com a minha
pressa e disse.
“-Me segue discípula!”-
continuou rindo.
Eu o
segui e quando chegou até o andar da academia, ele foi comigo até a mulher que
fazia os registros, os testes físicos e preparava as seções. Quando chegamos
até ela, ele me apresentou e disse.
“-Vou malhar agora,
princesinha! -riu- qualquer coisa eu te espero pra te dar carona.”
“-Beleza, Pietro!”- sorri
forçado e ele apertou minha bochecha.
Fizemos a inscrição, depois o teste que foi bem rápido e
ela preparou uma ficha de exercícios pra mim, pesados até. Comecei a fazer as sequências, fiz uma por uma
esforçada até demais, para perder os kg da ultima semana que eu não malhei e
quando estava na penúltima o Pietro chegou e disse.
“-O loirinha, falta muito?”-
riu.
“-Tô na penúltima,
chatice!”- olhei e passei pro próximo exercício.
Ele ficou me seguindo e me
observando fazer os exercícios e eu disse.
“-Muito chato você em?
PQP!”- ele me olhou de cima a baixo e disse.
“-É, como sou!”-riu.
Eu
terminei, passei no bebedor enchi a garrafinha e fomos para o carro. Ele fez o
caminho bem devagar só porque eu disse que certamente ele estaria fedendo
devido ao suor e que eu desejava chegar em casa logo para não precisar sentir o
odor dele. É, eu ri da implicância dele, mas ok.
~Zaragoza,
21h40.
Chegamos
a nossa rua e eu agradeci a Deus. Me despedi dele, mas de longe e entrei em
casa, não havia ninguém lá, normal. Subi pro meu quarto, tomei um banho bem
demorado, lavei o cabelo, coloquei uma camisola e quanto estava secando o
cabelo sinto o vento vindo de uma bolinha de papel que passara a cm do meu
rosto. Olhei para trás e percebi que vinha do quarto do Pietro, parei de secar
o cabelo, peguei a bolinha e a abri. Nela estava escrito: ‘-Topa ir comer
comigo hoje a noite, loirinha?”, eu ri, ai meu Deus, ele quer que eu vá jantar
com ele, escrevi no papel: “-Talvez!” e joguei na janela dele, continuei
secando o cabelo e ao ouvir o fim do barulho de secador, ele chegou na janela e
gritou.
“-Vai sim ou não?”
“-Vou pensar no teu
caso.”-ri.
“-Ui, ela tá de camisola, dá
uma voltinha!”-riu.
“-Af!”
“-Não fique com medo de que
eu te agarre, não vamos só nós dois!”-riu
“-Quem mais vai?”
“-Vai o Matheus, o Phelipe e
o Victor! E com certeza se a Veridiana descobrir pra onde vamos ela vai nos
seguir, mas isso é algo a ignorar!”
“-E onde vamos?”
“-Isso quer dizer que
aceitou!”-riu.
“-É, mas onde vamos?”
“-Vamos em um tipo de
barzinho, é assim que chamam no Brasil né?”
“-Ata, só me esperar
terminar de arrumar!”
“-Se for de janela
aberta.-riu- Tô brincando, vou te esperar assim que terminar me chama aqui na
janela!”
Só
ri e fechei a janela. Procurei algo pra vestir no armário e achei. Coloquei um shortinho
com estampas tribais, um camisete
mullet branco, um
blazer preto aberto e calcei uma sandália
preta. Fiz uma make dourada e branca, passei um batom
vermelho, passei perfume, peguei uma bolsa pequena, coloquei: celular, chaves,
carteira e batom lá dentro. Apareci na janela e gritei.
“-Já podemos ir!”- sorri.