quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Zaragoza- Capitulo 05.


~Zaragoza, 19:20 da noite.
            Coloquei uma bermuda de lycra alaranjado fluorescente, uma um top branco da nike, coloquei um tênis flúor da Nike tbm alaranjado, prendi o cabelo, peguei uma garrafinha de água, dinheiro, documentos e uma toalhinha. Desci as escadas ouvindo música pra evitar escutar as babaquices do Pietro, quando abri o portão percebi que ele estava falando alguma coisa, mas nem me preocupei em tirar  fone, até que ele mesmo puxou o fone e disse.
“-O princesinha, borá então? u-u”
“-Af, borá o marretinho!”
“-Tá achando que vamos a pé né?”
“-E se fossemos não tinha problema!”
“-Aiai, se acha a tal, meu Deus!”                                     
“-Af, garoto, vamos logo então!”
“-O carro tá ali,- apontou pro outro lado da rua-precisa de dar a mãozinha pra atravessar?”-riu
“- AAAAA, claro! Acho melhor me carregar no colo, tem menos perigo!”- disse sarcástica.
“-O seu desejo é uma ordem, princesinha!”-me pegou no colo.
“-Me larrrrrrrrrrrrrrrga, Pietro! Tipo agora.”- disse dando tapas nele.
“-Pronto, chega de agressividade, já chegamos!”-disse rindo.
“-Que idiota, af!”
“-Calma! Eu ainda tenho que abrir a porta, porque tu é um lady né princesa?”- riu mais ainda.
“-Que escroto você, garoto!”-fiz cara de nojo.
“-Brigado pelo elogio!”- riu e abriu a porta.
Eu entrei sem dar nenhuma palavra para a idiotice dele, af. Ele continuou rindo, eu olhei-o e sim tinha que reparar em seu sorriso, dentes perfeitos e brancos, o desencontro entre seus lábios formavam covinhas, pequenas, mas perceptíveis e seus olhos se encolhiam ao sorrir o que os deixavam mais verdes do que eram normalmente. Sorri, mas não deixei que ele percebesse, ele apenas olhou, balançando a cabeça e se ligou no volante.
Demorou um pouco, mas chegou até a tal academia. Ele estacionou o carro e antes que ele começasse com aquela gracinha de abrir a porta eu já saí, ele riu com a minha pressa e disse.
“-Me segue discípula!”- continuou rindo.
Eu o segui e quando chegou até o andar da academia, ele foi comigo até a mulher que fazia os registros, os testes físicos e preparava as seções. Quando chegamos até ela, ele me apresentou e disse.
“-Vou malhar agora, princesinha! -riu- qualquer coisa eu te espero pra te dar carona.”
“-Beleza, Pietro!”- sorri forçado e ele apertou minha bochecha.
            Fizemos a inscrição, depois o teste que foi bem rápido e ela preparou uma ficha de exercícios pra mim, pesados até.  Comecei a fazer as sequências, fiz uma por uma esforçada até demais, para perder os kg da ultima semana que eu não malhei e quando estava na penúltima o Pietro chegou e disse.
“-O loirinha, falta muito?”- riu.
“-Tô na penúltima, chatice!”- olhei e passei pro próximo exercício.
Ele ficou me seguindo e me observando fazer os exercícios e eu disse.
“-Muito chato você em? PQP!”- ele me olhou de cima a baixo e disse.
“-É, como sou!”-riu.
Eu terminei, passei no bebedor enchi a garrafinha e fomos para o carro. Ele fez o caminho bem devagar só porque eu disse que certamente ele estaria fedendo devido ao suor e que eu desejava chegar em casa logo para não precisar sentir o odor dele. É, eu ri da implicância dele, mas ok.
~Zaragoza, 21h40.
Chegamos a nossa rua e eu agradeci a Deus. Me despedi dele, mas de longe e entrei em casa, não havia ninguém lá, normal. Subi pro meu quarto, tomei um banho bem demorado, lavei o cabelo, coloquei uma camisola e quanto estava secando o cabelo sinto o vento vindo de uma bolinha de papel que passara a cm do meu rosto. Olhei para trás e percebi que vinha do quarto do Pietro, parei de secar o cabelo, peguei a bolinha e a abri. Nela estava escrito: ‘-Topa ir comer comigo hoje a noite, loirinha?”, eu ri, ai meu Deus, ele quer que eu vá jantar com ele, escrevi no papel: “-Talvez!” e joguei na janela dele, continuei secando o cabelo e ao ouvir o fim do barulho de secador, ele chegou na janela e gritou.
“-Vai sim ou não?”
“-Vou pensar no teu caso.”-ri.
“-Ui, ela tá de camisola, dá uma voltinha!”-riu.
“-Af!”
“-Não fique com medo de que eu te agarre, não vamos só nós dois!”-riu
“-Quem mais vai?”
“-Vai o Matheus, o Phelipe e o Victor! E com certeza se a Veridiana descobrir pra onde vamos ela vai nos seguir, mas isso é algo a ignorar!”
“-E onde vamos?”
“-Isso quer dizer que aceitou!”-riu.
“-É, mas onde vamos?”
“-Vamos em um tipo de barzinho, é assim que chamam no Brasil né?”
“-Ata, só me esperar terminar de arrumar!”
“-Se for de janela aberta.-riu- Tô brincando, vou te esperar assim que terminar me chama aqui na janela!”
Só ri e fechei a janela. Procurei algo pra vestir no armário e achei. Coloquei um shortinho com estampas tribais, um camisete mullet branco, um blazer preto aberto e calcei uma sandália preta. Fiz uma make dourada e branca, passei um batom vermelho, passei perfume, peguei uma bolsa pequena, coloquei: celular, chaves, carteira e batom lá dentro. Apareci na janela e gritei.
“-Já podemos ir!”- sorri.

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